Organize suas tarefas para um final de ano tranquilo

| Ensino Fundamental - Eduarda Mayrink

Planeje as últimas atividades do ano para fechar bem seu trabalho. Crédito: Manuela Novais

O final do ano se aproxima, mas nós, coordenadores, ainda temos tarefas para cumprir na escola. Este é o momento de organizar os materiais necessários para fechamento do semestre e definir as metas do próximo ano. Lembre-se de que trabalhamos em prol de um bom resultado, mas nem sempre tudo o que planejamos pode ser alcançado no espaço de tempo de um ano. Por isso, realizar uma retrospectiva, avaliando que deu certo e o que não, contribui muito para a definição das metas de 2017.

Abaixo, listo quais são meus focos neste período:

- Apresentação dos resultados para os familiares. Na primeira reunião do ano, sempre definimos com os pais os objetivos daquele período de trabalho, então, neste encontro final, é hora de darmos uma devolutiva disso, apresentando por série como a classe conseguiu se desenvolver

- Organizar as apresentações das crianças ou algum evento que a escola pretende realizar, como seminário, exposição etc. É importante deixar claro o papel de cada um da equipe.

- Deixar arrumado o ambiente de trabalho. Armários, gavetas, arquivos com documentos importantes, pastas de avaliações dos alunos, planilhas de acompanhamento e relatórios finais precisam estar em ordem para o ano que vem.

- Formatar as metas para o ano seguinte do plano da formação de professores, levantando os indicadores de aprendizagem dos docentes a partir de dados já registrados e avaliações realizadas neste ano.

- Organizar os dados dos alunos por turma, identificando aqueles que permanecem com algumas necessidades de aprendizagens. O objetivo é avaliar o trabalho que foi realizado e projetar as metas futuras.

- Fazer uma reunião geral de avaliação com os docentes para deixar claro quais ações planejadas pelo grupo foram positivas quais a equipe não conseguiu cumprir.

- Avaliar o meu próprio trabalho. Para isso, tento responder algumas questões essenciais:

• Quais ações eu consegui implementar na minha escola? Quais não foram possíveis?
• Eu estabeleci alguma meta pessoal que não atingi? Por que?
• Quais resultados eu atingi com minha equipe? Quais não?
• Quais serão as minhas novas metas para o ano letivo seguinte?

O final do ano é sempre uma correria. Por isso, se achar mais fácil, faça um check-list para você se organizar melhor.

E vocês, coordenadores, já definiram suas prioridades neste encerramento de ciclo?
Bom trabalho e até semana que vem.


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Os relatórios individuais de aprendizagem na Educação Infantil

| Educação Infantil - Muriele Massucato

Olá, colegas, tudo bem?

Este é o momento de documentar o processo de aprendizagem e desenvolvimento das crianças. Sim. Isso também acontece na Educação Infantil. As Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação Infantil  já salientam a importância desse trabalho em seu capítulo 12 e dão orientações bastante claras de como proceder. Vale muito a pena ler o documento.

Em um post recente, minha parceira de blog, Eduarda Mayrink, comentou como faz para que a construção do portfólio seja significativa e conte o processo vivenciado por cada criança em sua escola. Pois bem, outra parte relevante na documentação pedagógica é o relatório individual que de tempos em tempos é produzido pelos docentes para contar o percurso vivenciado.

Na rede onde trabalho, fazemos isso semestralmente. Logo, estamos nos debruçando para a escrita do segundo relatório do percurso de desenvolvimento e aprendizagem dos pequenos agora e, obviamente, isso exige algumas orientações por parte da coordenação pedagógica.

No primeiro semestre, realizamos alguns combinados de não fazer juízo de valor sobre a criança e cuidar para que o escrito não seja ofensivo a nenhuma pessoa envolvida. Depois, com base nos relatórios que recebi, planejei uma reunião, apontando aspectos em que os educadores precisavam ser mais cuidadosos nas próximas redações.

Para a produção dos textos de final de ano, retomei este documento, fiz um modelo para que eles consultassem e elaborei uma formação, em que destaquei outros pontos de atenção para a escrita, pautando nossa discussão em algumas reflexões:

- Para que servem os relatórios individuais?

- A quem se destinam estes relatórios?

- Como deve ser este texto?

- Que informações o relatório deve conter neste momento do ano?

- Como cuidar dos aspectos de formatação?

Embora esta pareça uma tarefa burocrática, ela é de suma importância na prática escolar e assume papéis diferentes de acordo com o destinatário. Por exemplo: para uma mãe ou um pai interessa o relato de como o filho tem estado na escola e isso pode influenciar a decisão familiar quanto à continuidade ou não naquela instituição; para a professora da turma, é o registro de sua prática pedagógica; para a docente do próximo ano letivo, é um olhar inicial para cada criança; para a coordenação pedagógica, pode comprovar o processo de aprendizagem e desenvolvimento.

Para ilustrar as discussões que tivemos nos horários de trabalho pedagógicos coletivos (htpc), compartilho com vocês os slides abordados nas reuniões.

Por fim, considerando a grande responsabilidade na produção e revisão destes documentos, cabe à coordenação pedagógica apoiar o professor, tornando-se parceira e coautora deste processo. Por isso, combinei com a equipe que a entrega seria antecipada para que eu pudesse fazer uma leitura atenta, como fiz no primeiro semestre. Costumo dar a devolutiva via e-mail a cada professor, apontando o que pode ser qualificado. Depois que eles concordam com as sugestões, imprimimos a versão final a ser assinada por todos os envolvidos: professores, coordenação e responsáveis, que tomarão ciência dos relatórios na reunião de pais.

E vocês, como contribuem com os professores neste momento de escrita dos relatórios de aprendizagem da Educação Infantil?

 

Um abraço!

Muriele

 

 


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Como avaliar o que o professor está aprendendo na formação continuada

| Ensino Fundamental - Eduarda Mayrink

A reunião de pais é uma ótima oportunidade para avaliar o trabalho do professor. Crédito: Manuela Novais

Delia Lerner define em seu livro A Aprendizagem da Língua Escrita na Escola: “a avaliação só tem sentido se tem como ponto de partida e de chegada o processo pedagógico (…) não deve servir, como em geral se faz, para penalizar. Deve ser um processo permanente que, à luz de uma teoria do conhecimento, possibilite acompanhar e intervir no processo à medida que penetre em sua complexidade. (…) É o momento de buscar os dados que ajudem a decidir se a estratégia metodológica desenvolvida é adequada ou não, ou em que medida o é, para guiar um processo de ensino que instigue, provoque e configure a aprendizagem que desemboque na obtenção dos resultados previamente propostos.”

Com base nisso,gostaria de refletir com vocês sobre a avaliação das aprendizagens dos professores que o coordenador pedagógico pode utilizar. Durante o ano letivo, costumo usar alguns instrumentos para acompanhar o desenvolvimento dos professores:

- Relatórios das reuniões gerais;

- Registros de falas dos professores durante as reuniões de formação;

- Observação e anotação das reuniões de supervisão;

- Verificação de atividades realizadas em sala de aula;

- Sínteses de planejamentos de atividades do professor;

Além disso, uma situação que faz parte da minha rotina e também colabora como uma fonte para refletir sobre a evolução dos professores é a preparação para a reunião de pais. Nesse estágio, consigo verificar os avanços e conceitos adquiridos pelo docente sobre determinado conteúdo tratado na formação. Por isso, organizo as reuniões de pais junto com os docentes e nessa preparação peço que eles explicitem para mim o que aprenderam no processo de formação para aí definir o que vamos comunicar aos familiares sobre as aprendizagens dos alunos. Daí, obtenho muitas pistas sobre o modo de trabalho deles.

Atualmente, estou debatendo com minha equipe o que e como devemos comunicar aos familiares sobre o trabalho realizado em 2016. Pretendo, além de organizar as reuniões, retomar e aprofundar certos conteúdos da formação realizada, avaliar as conquistas dos educadores e identificar possíveis dificuldades, coletando informações para traçar um plano de formação futuro.

E vocês, coordenadores, que instrumentos ou situações utilizam para avaliar a aprendizagem dos professores considerando que nosso papel é de formadores deles? Compartilhem!

Abraços e até semana que vem.

Eduarda


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Como organizei uma formação sobre ética com profissionais da creche

| Educação Infantil - Muriele Massucato

Olá, colegas, tudo bem?

Ética é um tema delicado de abordar. Envolve muitos conceitos que se confundem com moralidade e dúvidas entre o que é percepção individual e desejo coletivo. Porém, pensando nas relações e na convivência humana dentro da escola, senti a necessidade de trabalhar o assunto com a minha equipe. No ambiente escolar, é comum acontecerem situações como: o docente tratar mal uma família, pois a criança vem com pouca troca de roupa; ou uma auxiliar fazer birra por gostar de trabalhar com um professor específico; ou ainda comparações entre atividades realizadas nas turmas, diminuindo uma para enaltecer outra.

Para isso, selecionei profissionais que acredito passarem por problemas com ligação direta à ética. Convidei os que trabalham com até quatro educadores em sala – temos turmas com dois professores e dois auxiliares-, os que lidam com pais mais inseguros, e os que cuidam dos bebês e das crianças menores. Ao todo, reuni dez professores e dez auxiliares.

Realizei três momentos de formação. Infelizmente, tive que dividi-los por categoria, já que na creche o atendimento é diário das 7h30 às 17h30 e, portanto, não há como todos saírem das salas ao mesmo tempo. Então, fiz as reuniões no horário de trabalho pedagógico coletivo (HTPC) da manhã e da tarde com os professores e nas formações mensais, às sextas-feiras, com os auxiliares.

Iniciei o tema apresentando alguns filósofos contemporâneos que têm debatido a questão olhando para a Educação, como Mario Sérgio Cortella e Clóvis de Barros Filho. Levei os livros que li desses autores e do professor Yves de La Taille, pesquisador do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP) para indicar à equipe, já que a leitura dos mesmos me motivou a realizar esses encontros. Compartilhar livros é uma ótima estratégia formativa, já que incentiva a equipe a buscar a ampliação de seu acervo cultural e pessoal.

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Na sequência, apresentei um trecho de um vídeo do programa Café Filosófico em que Cortella e Clóvis abordam a ética com base no livro que escreveram juntos, Ética e Vergonha na Cara. Antes da exibição, solicitei aos educadores que tivessem os seguintes focos de observação:

 

- liberdade de escolha;

- inteligência compartilhada;

- diálogo;

- limitação X capacidade de transformação.

 

As reflexões foram várias, indo desde a realidade da nossa escola até contextos familiares e questões políticas nacionais. Uma participante disse: “Ser ética nem sempre é atender a expectativa das pessoas”. Outra comentou: “Mas significa atender a expectativa da sua consciência, de fazer o correto sempre”.

Enfim, as discussões nos três grupos de formação foram verdadeiramente ricas e a equipe demonstrou maturidade, evitando comentários de acusação ao colega, mas reconhecendo sua responsabilidade de fazer a diferença no coletivo. Foi bacana promover este momento!

Depois, lemos o artigo O lugar da ética no trabalho do (a) professor (a), do sociólogo em Educação Paulo Meksenas, mostrando a amplitude do conceito da ética em relação ao de moralidade, tendo assumido a posição da tomada de ação e decisão coletiva, aspecto também trabalhado na publicação de Yves de La Taille (veja resenha e trecho do livro aqui).

Levando a teoria para nossa prática

Para unificar as discussões ocorridas nos três grupos e trazer as reflexões para o nosso dia a dia, cada participante respondeu e socializou algumas questões:

- O que é para nós ser ético com as crianças?

- O que é para nós ser ético com os colegas de trabalho?

- O que é para nós ser ético com a comunidade?

Com base nas respostas, organizamos uma versão inicial do nosso Código de Ética (confira o documento aqui) para inserção no projeto político-pedagógico (PPP) da unidade escolar. Criamos resoluções como compartilhar as responsabilidades e decisões com os colegas, respeitar as individualidades das crianças e não ter olhares preconceituosos para com a comunidade. Agora precisamos confrontá-lo com a prática, ver até onde faz sentido e avaliá-lo cotidianamente. Este é o nosso desafio atual, pois mesmo com o ano letivo terminando, não retomaremos às atividades em 2017 do zero. Esta questão será apontada como tema de continuidade para o nosso plano de formação no ano que vem.

E vocês, já precisaram debater a ética nas escolas onde atuam? Contem pra gente como foi!

Um abraço!

Muriele Massucato

 

 


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Portfólio: para que serve e como ajudar o professor a elaborá-lo

| Ensino Fundamental - Eduarda Mayrink

Um portfólio bem feito pode dizer muito sobre o desenvolvimento dos alunos. Crédito: Shutterstock

Tenho uma inquietação muito grande quando escuto que um docente tem dúvidas sobre as atividades que deve selecionar para o portfólio. Durante o bimestre, percebo que os professores anotam algumas observações das crianças ou fazem reflexões sobre a atuação delas, mas não sabem como inserir tudo isso no documento. Grande parte deles vem até mim com a dúvida: “para que serve o portfólio?”.

A resposta é que este documento é um instrumento de avaliação e funciona como uma coleção de registros, sondagens, fotos, reflexões sobre o aluno e qualquer item que revele os diferentes aspectos do crescimento e do desenvolvimento de cada criança. Além de compartilhá-lo com outros integrantes da equipe, o professor pode mostrá-los para os familiares, para que acompanhem a curva de aprendizagem de cada aluno, e para o próprio estudante, para que ele possa ter clareza do que já aprendeu e do que ainda falta.

No entanto, já percebi que muitos docentes acabam construindo uma pasta apenas com uma coletânea de atividades diagnósticas aplicadas durante o semestre, seguidas de um relatório dissertativo engessado. Ou seja, os comentários são quase iguais para todas as crianças e, no geral, pouco se fala do desenvolvimento individual de cada uma. Para piorar, noto que a maioria dos pais, na hora de fazer a leitura do documento, apresenta dúvidas sobre o que está escrito. Já as crianças, muitas vezes, não sabem o que representa aquilo.

Tenho, então, o desafio de, junto com as professoras, elaborar portfólios mais significativos, que colaborem tanto com a reflexão sobre as propostas e as intervenções que a própria docente pode fazer em relação ao processo de ensino e aprendizagem, quanto com o entendimento dos pais e alunos sobre o processo.

Minha estratégia tem sido a de pedir para as docentes selecionarem as atividades importantes que devemos manter no portfólio, como desenvolvimento da escrita, do desenho infantil, dos conhecimentos matemáticos, como relação número e quantidade, e resolução de problemas. Proponho a elas o desafio de acrescentar a isso colaborações e observações de como a criança vem se desenvolvendo. Vamos utilizar o modelo de demonstrar o que as crianças sabem.

Não há receita pronta para fazer um portfólio. Então, neste final de ano, irei me reunir com a equipe e refletir sobre a maneira mais significativa de elaborar documentos mais eficientes. Todo esse processo demandará reflexão, ação, reestruturação e novas reflexões. Só assim teremos portfólios mais bem aproveitados, que, além de guardar as produções infantis, serão instrumentos de auxílio na avaliação formativa das crianças e também dos professores.

E vocês, coordenadores, como orientar os professores na hora de elaborar os portfólios?

Eduarda


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Como garantimos o sucesso do nosso evento de fim de ano

| Educação Infantil - Muriele Massucato

Olá, colegas, tudo bem?

Chegou a hora de, mais uma vez, pensar no evento de final de ano e em como assegurar que as famílias participem dele. Por mais cotidianas que essas festas pareçam, elas sempre são um enorme desafio para nós gestores que precisamos, em parceria com toda a equipe, torná-las um sucesso.

Onde eu trabalho, iniciamos o planejamento do encontro, realizado no dia 5 de novembro, com bastante antecedência. Acreditamos que ele é uma oportunidade rica para estreitar os vínculos com a comunidade local e efetivar parcerias com vistas à continuidade do trabalho no próximo ano. Pensando nisso, planejamos uma mostra do que foi realizado pela instituição ao longo de um período.

Para que tudo desse certo, algumas coisas precisaram ser combinadas previamente. Em julho, a equipe escolar votou em propostas que seriam interessantes e decidimos coletivamente pela apresentação de atividades culturais por agrupamentos de turmas. Além disso, a direção, percebendo o contexto da região onde estamos inseridos, conseguiu uma parceria com uma ONG para efetivação de vários serviços de cunho social como: corte de cabelo, estética, medições de pressão, informações sobre doenças e assessoria jurídica. Batizamos o evento como “Um dia de cultura e lazer na escola”.

Com base nessas definições iniciais, eu e a outra coordenadora pedagógica orientamos a equipe docente sobre a socialização das práticas realizadas em sala de aula. É muito importante dar atenção a isso, pois as famílias precisam ter clareza sobre o projeto de ensino vinculado às aprendizagens, independentemente da faixa etária dos alunos.

Não se trata de “organizar algo bonitinho” para ser apresentado ou de “criar algo só para o evento”, mas sim de compartilhar experiências que promoveram boas interações e vivências em que as crianças foram ativas. Para contribuir nesse sentido, realizamos formações nos horários de trabalho pedagógico coletivo (HTPC) e montamos uma planilha orientadora do planejamento docente (disponível aqui). Solicitamos, ainda, que cada professor fizesse um texto contextualizando a prática que seria apresentada, valorizando o percurso de cada turma. Essa produção também foi utilizada para leitura na abertura das apresentações.

Outro fator importante é garantir uma informação de qualidade às famílias. Para isso, organizamos um folder explicativo (acesse o material aqui) do evento que foi enviado 10 dias antes do evento a todos os familiares e lido em sala de aula pelos professores. Também afixamos avisos nos portões para convidar toda a comunidade escolar.

Paralelamente, a direção cuidou de uma série de ações: solicitação de palco e cadeiras à Secretaria de Educação para melhor acomodar os convidados, reuniões prévias com a equipe da ONG para organização das salas das atividades e ampliação da oferta de lanche para atendimento da comunidade local.

Com a proximidade da data, organizamos uma escala de trabalho com os horários e locais dos profissionais envolvidos, cuidando para que todos participassem do evento. Fizemos reuniões para esclarecer todos os detalhes e isso fez toda diferença. A equipe que sabe o que está fazendo se une e faz acontecer!

O ensaio geral também contribuiu bastante para  os ajustes finais. Realizamos uma prévia na véspera, contando com a participação de todos, inclusive os principais protagonistas: nossas crianças. Elas puderam sentir o palco, saber onde seria a sala de concentração, assistir às demais apresentações e entrar no clima! Aproveitamos para testar os equipamentos e a organização da entrada e saída das crianças.

Esses cuidados são imprescindíveis para o sucesso de qualquer evento e o nosso foi mesmo maravilhoso! As apresentações aconteceram nos horários, com músicas e equipamentos funcionando, salas dos atendimentos muito bem frequentadas, equipe engajada e unida. No momento, estamos colhendo as avaliações com a comunidade fizemos um instrumento de avaliação e enviamos na agenda às famílias que você pode acessar aqui. Com base nelas esperamos qualificar outros momentos como esse e manter essa relação respeitosa de escuta e parceria.

E vocês, como organizam o evento de fim de ano? Deixem suas contribuições. Vamos dialogar a respeito?

 

Um abraço e até a próxima!

Muriele

 


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Como a elaboração de uma avaliação pode ajudar na formação dos professores

| Ensino Fundamental - Eduarda Mayrink

Observar as provas aplicadas pelos professores é de extrema importância. Crédito: Manuela Novais

Estamos finalizando o ano letivo e planejando e aplicando as avaliações finais. Vivenciei esta semana um exemplo prático do quanto refletir com os professores sobre os instrumentos e as formas de avaliar é extremamente importante.

Sempre recebo as provas deles antes da aplicação para análise e nesse momento faço minhas observações e registros. Uma professora planejou uma avaliação de Matemática com os conteúdos trabalhados durante um mês. Ao ler a proposta, percebi que este instrumento, apesar de muito bem organizado, com questões que levavam as crianças a pensarem para resolver, estava muito grande, com algumas perguntas mais complexas e bem elaboradas e outras com conteúdo repetido. Logo, fiquei pensando na familiaridade das crianças com aquela prova. Como o conteúdo tinha sido trabalhado? As atividades planejadas circularam com regularidade na sala de aula? O que poderia virar um problema para as crianças? O que levar em conta em relação ao tamanho da avaliação?

Fui, então, tirar minhas dúvidas nos cadernos das crianças (leia o trabalho da coordenadora pedagógica Janaina Oliveira Barros, premiada como gestora nota 10 por um projeto nessa área). Neles, percebi problemas em relação à regularidade das atividades em sala, porém, naquele momento, minha decisão foi não intervir e nem falar com a professora sobre isso antes da aplicação. Depois, meu foco seria retomar com ela o resultado dos alunos e suas impressões. Esta minha decisão foi tomada por considerar importante que a docente percebesse isso.

Assim que chegou o dia da avaliação, ela me procurou ansiosa com os resultados. Muitos alunos não deram conta de realizar a prova no tempo previsto. Em algumas questões, ela precisou fazer intervenções demais e só depois disso que as crianças conseguiram fazer.

Esse foi o pontapé para uma reflexão formativa com ela. Dessa maneira, a análise foi muito mais produtiva do que se eu tivesse interferido quando recebi a avaliação para análise. Vivenciar isso foi um momento de aprendizagem para a professora. Voltamos à avaliação, revemos cada questão, identificamos o objetivo e analisamos como foi trabalhado aquele conteúdo em sala, criando, juntas, um instrumento de acompanhamento do resultado dos alunos.

Algumas observações e reflexões que tive com a professora:

- As questões estavam muito bem planejadas, porém percebemos a falta de conexão entre as atividades da prova e o dia a dia da sala de aula. As perguntas estavam desafiadoras demais. Vimos que era preciso tomar como base o conteúdo ensinado em sala e a forma como ele foi apresentado para as crianças.

- É preciso calcular o tamanho da prova com o tempo que os alunos terão para resolvê-la. O ideal é que ela não seja extensa demais, caso contrário será necessário divida-la em mais de um dia.

- Analisamos as respostas dos alunos e o que está por trás da interpretação do problema e do enunciado elaborado, bem como da decisão da operação a ser realizada. Isso também foi uma reflexão importante, pois o olhar não ficou somente no resultado final, ou seja, na resposta. Consideramos a estratégia utilizada pela criança e a maneira como ela pensou.

Após esse trabalho, percebi que a ansiedade da professora diminuiu e acabou se transformando em aprendizagem. Minha função continua ser a de analisar as provas elaboradas pelos professores e comparar com registros dos alunos e outros materiais para saber quais conteúdos foram estudados e como podem ser avaliados. Esse trabalho deve ser processual e não somente para avaliar uma prova elaborada pelo professor. Tematizar esse conteúdo em reuniões de formação pode criar subsídios e critérios cada vez mais eficazes na elaboração de instrumentos de avaliação das aprendizagens das crianças ao longo de um período trabalhado.

E vocês, coordenadores, que reflexões realizam em relação aos materiais avaliativos que recebem dos professores? Se quiserem saber mais sobre o assunto, leiam sobre como elaborar provas que estimulam na aprendizagem.

Eduarda



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O que as paredes dos banheiros nos ensinam?

| Ensino Fundamental - Eduarda Mayrink

Determinadas ações transformam o banheiro e fazem as crianças cuidar mais do espaço. Crédito: Eduarda Mayrink

Em uma conversa entre quatro crianças de 5 e 6 anos, ouvi uma delas dizer “Eu não gosto de usar o banheiro da escola!” A outra perguntou “por que você não usa?” E a resposta, para minha surpresa, foi “eu não sei onde fica a descarga.” Essa criança já frequenta a escola há quase um ano.

Escutar isso serviu como um pontapé para levar os professores e as auxiliares a pensar sobre este espaço, afinal já estamos finalizando o ano e esta criança ainda não sabe onde é a descarga do vaso sanitário! O que está por trás disso? Era necessário investigar os aspectos dessa ideia ainda este semestre para que as ações planejadas agora fossem implantadas já no ano que vem.

Para começar, registrei, por meio de fotos, o espaço do jeitinho que ele estava e levei para os docentes analisarem, tendo como orientação a seguinte questão: que espaço é esse? Como ele está? O que podemos fazer para melhorá-lo e transformá-lo num ambiente de aprendizagem? O que as crianças precisam aprender sobre ele?  Outra ação foi escutar novamente os alunos sobre o banheiro: como eles utilizam, o que sabem e o que não sabem. Enfim, sondando informações que as crianças possuem, pude identificar o que precisam aprender.

Fizemos, então, uma visita com todos da equipe todos ao banheiro e levantamos juntos o que poderia ser mudado nesse espaço. Em seguida, iniciamos os movimentos nas salas de aula preparando regras, imagens e outras coisas para colocar no banheiro. Utilizamos a escrita para a organização de cartazes. Os alunos desenharam e exemplificaram como deveria ser o bom uso daquele espaço. Deram sugestões incríveis e colocamos em prática a maioria delas. Veja só quanta ideia bacana:

- Colocar revistinhas para poder ler enquanto espera um colega ou quando está sozinho.

- Disponibilizar uma imagem de como dar a descarga caso alguém fique com dúvidas.

- Fazer desenhos para enfeitar as paredes das portas.

- Colocar espelhos que se vejam de corpo inteiro.

- Ter um apoio para subir, pois alguns não conseguem alcançar a pia e dependem sempre de ajuda.

- Instalar uma plaquinha na porta com as indicações de sanitário masculino e feminino.

- Escrever regras com desenhos de como usar a pia, o papel higiênico, a descarga e como se deve abrir e fechar a porta.

- Mostrar onde fica o papel higiênico e o papel toalha.

- Explicar para que servem as lixeiras.

- Decorar os espelhos.

- Colocar cartazes de como cuidar dos dentes, regras de higiene etc.

Com essas pequenas ações, transformamos o nosso banheiro e as crianças começaram a cuidar mais do espaço. Agora, ali também é um ambiente em que a turma aprende sobre os benefícios da limpeza, da higiene e da organização.

E vocês, coordenadores, já discutiram com seus professores o que os banheiros também podem ensinar?

Um abraço e até a próxima semana.

Eduarda


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Tem nova blogueira por aqui!

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Olá!

Eu sou a Muriele Massucato. Trabalho há seis anos na rede municipal de São Bernardo do Campo, na grande São Paulo. Recentemente, estive por aqui como blogueira convidada e agora aceitei o desafio de substituir a Leninha Ruiz para falar sobre os desafios da Educação Infantil.

Nos meus textos, vou compartilhar o dia a dia na coordenação dessa etapa de ensino. Conto com vocês para que possamos enriquecer os conhecimentos uns dos outros. Eu, aqui, nas postagens e vocês nos comentários.

Até terça-feira que vem!

Muriele


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Como se organizar para ouvir mais os pais dos alunos

| Ensino Fundamental - Eduarda Mayrink

Ouvir os pais é fundamental no processo escolar. Crédito: Shutterstock

A participação dos pais no cotidiano escolar dos filhos é um fator determinante para o desempenho do aluno. E cabe à escola criar estratégias para que eles se façam presentes. Estabelecido o diálogo, devemos enxergar por trás das falas dos pais aspectos que podemos utilizar de positivo: seja para refletir com o professor, para aproximar mais a família ou até mesmo para identificar conteúdos que precisam ser tematizados em reuniões de pais. Não dá para simplesmente ignorar dúvidas, inquietações ou até mesmo reclamações ou críticas que os pais fazem.

Essa escuta cuidadosa deve ser feita com critérios bem definidos para atender bem os responsáveis, não expor os professores e, ao mesmo tempo, realizar uma avaliação da natureza da fala deles. Procuro seguir alguns cuidados para garantir que isso tudo aconteça da melhor maneira:

  1. Local adequado

É comum ter responsáveis que encontram com a gente na rua ou no supermercado e comentam alguma coisa que está incomodando. Esses ambientes não são adequados e os pais precisam ter em mente que precisam agendar um horário e conversar formalmente sobre esses assuntos. Busco explicar isso de uma maneira delicada e levar a conversa para minha sala.

  1. Antes de mais nada, OUVIR

Os pais gostam de atenção. Já percebi que, quando eles chegam nervosos, precisamos dar atenção, registrar o que eles dizem, procurar soluções (mesmo que não sejam imediatas), prometer verificar e depois dar uma devolutiva. Assim, eles se sentem contemplados e se acalmam.

  1. Analisar o tipo de reclamação

Dependendo da natureza da inquietação, é possível seguir por alguns caminhos. Quando o assunto diz respeito à sala de aula, por exemplo, devemos dividir as informações e as decisões em reunião com o professor, com bastante cuidado. Analise as falas dos pais junto com os educadores e tome decisões em conjunto. Se foi um tema já tratado em reunião de pais, vale checar se o pai participou (por meio da lista de presença). Caso ele não tenha vindo, comunique que o tema já foi discutido e retome o que foi falado. Assim você reafirma a importância da participação dele nas reuniões de pais.

  1. Repensar as tarefas

A lição de casa é um momento importante da comunicação da escola com a família. Alguns pais relatam não compreender um conteúdo e relatam não conseguir ajudar seus filhos. Nesse caso, é necessário abordar esse tema em uma reunião com as famílias e esclarecer melhor as estratégias didáticas.

Em resumo, precisamos, sempre, ouvir os pais, analisar suas falas, dialogar com eles, registrar suas inquietações e procurar resolvê-las. Mas devemos sempre transmitir confiança no trabalho que desenvolvemos e procurar esclarecer o máximo possível, seja em encontros individuais ou com todos os pais reunidos.

E vocês, colegas coordenadores, como lidam com essa questão na escola em que trabalham?

Até a próxima semana…

Eduarda


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