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A possibilidade de recuperação intensiva de Ciclo

POR:
Muriele Massucato, Eduarda Diniz Mayrink

Um dos principais objetivos das turmas de aceleração é fazer com que todos cheguem à hipótese de escrita alfabética

É sabido que as crianças não aprendem todas ao mesmo tempo, então, há a necessidade de respeitar a individualidade de cada uma na escola. É muito importante que toda a equipe (direção, coordenação e professores) tenha essa clareza e “arregace as mangas” para a ajudar os alunos que possuem mais dificuldade.

Nas escolas estaduais de São Paulo, há a possibilidade de se organizar uma classe de alunos que reprovaram ao final do 5º ano (Ensino Fundamental), são alunos de recuperação intensiva de Ciclo (RI).

Na minha escola, há uma sala de RI – 5º Ano e, no período de atribuição de aulas, procuramos um professor que tenha perfil para atuar nessa turma, isto é, que tenha experiência com alfabetização e, principalmente, paciência com as crianças.

Além de não terem atingido as expectativas para os anos iniciais, os alunos dessa classe também apresentam baixa autoestima. É um trabalho bastante difícil. Oriento a professora para que desenvolva um trabalho com os seguintes focos:

Autoestima dos alunos: mostrar que são capazes e elogiar as conquistas, mesmo que sejam pequenas.

Fazer um trabalho diferenciado com os pais, chamando-os sempre que necessário. Chamá-los para serem parceiros da professora e mostrar-lhes que é possível fazer as crianças avançarem.

Fazer com que todos cheguem à hipótese de escrita alfabética.

Trabalhar para que leiam com autonomia e se tornem produtores de textos escritos.

Trabalhar com o raciocínio matemático voltado para as quatro operações.

Fazer uso dos conteúdos das outras disciplinas para ensinar a ler, a escrever e a aprender Matemática.

Quando analiso as produções dos alunos dessa turma, por meio dos portfólios, sempre deixo recadinhos individuais, no intuito de incentivá-los a se esforçarem cada vez mais para avançarem na aprendizagem.

Há um detalhe, a professora também precisa de muito incentivo para trabalhar com esses alunos, pois, muitas vezes, os resultados de todo o esforço são lentos e pequenos.

Penso que a tendência dessas turmas seja a de desaparecer, pois, à medida que conseguirmos alfabetizar todos os alunos nos dois primeiros anos do Ensino Fundamental, não haverá necessidade de se organizar turmas de Recuperação Intensiva de Ciclo.

No próximo post, vou escrever sobre a possibilidade de organizar Grupos de Apoio nos 2º Anos para que nenhum aluno fique para trás. Aguardem!

E vocês coordenadores, como orientam o trabalho com alunos que precisam recuperar expectativas de aprendizagem do ciclo?

Beijos, Maria Inês