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12 de Fevereiro de 2015
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A importância da avaliação diagnóstica inicial

Por: Muriele Massucato, Eduarda Diniz Mayrink
A avaliação diagnóstica ajuda a identificar as causas de dificuldades específicas dos estudantes na assimilação do conteúdo. (Foto: Manuela Novais)

A avaliação diagnóstica ajuda a identificar as causas de dificuldades específicas dos estudantes na assimilação do conteúdo. (Foto: Manuela Novais)

Identificar o que os alunos já sabem antes de começar o trabalho de mais um ano letivo é essencial para iniciar o planejamento docente. Para garantir que nada seja deixado de lado, organizo um cronograma de ações pedagógicas e elaboro um plano semestral com os professores, em que analisamos os dados de cada turma e elaboramos as avaliações diagnósticas.

A avaliação diagnóstica ajuda a identificar as causas de dificuldades específicas dos estudantes na assimilação do conhecimento, tanto relacionadas ao desenvolvimento pessoal deles quanto à identificação de quais conteúdos do currículo apresentam necessidades de aprendizagem. Costumo dizer que ela possui três objetivos principais: identificar a realidade de cada turma; observar se as crianças apresentam ou não habilidades e pré-requisitos para os processos de ensino e aprendizagem; e refletir sobre as causas das dificuldades recorrentes, definindo assim as ações para sanar os problemas.

Ela pode ser feita em qualquer momento, mas no início do ano letivo permite conhecer melhor a realidade do aluno. O professor tem o dever de verificar o conhecimento prévio de cada um, constatando as condições necessárias para garantir a aprendizagem. Além disso, ela também funciona como uma análise do ensino na escola, já que os resultados das salas de aula de uma mesma série podem promover reflexões importantes para o replanejamento das propostas e atividades que devem ser oferecidas a todos.

Dentre os instrumentos que utilizo para verificar a aprendizagem das crianças, destaco:

- Produção de texto: retomo os gêneros trabalhados em cada série nas diferentes modalidades organizativas. Assim, planejo uma situação em que os alunos produzirão um texto de determinado gênero e analiso os aspectos linguísticos e discursivos de cada um.

- Leitura e interpretação de textos: organizo práticas de leitura para identificar quais habilidades os alunos dominam e quais ainda precisam desenvolver.

- Resolução de problemas envolvendo as operações: considero neste caso os diferentes tipos de problemas que envolvem as operações de adição, subtração, multiplicação e divisão.

- Cálculos diversos.

- Análise de dados das turmas: índice de alfabetização e resultado de avaliações anteriores.

A tabulação dos dados obtidos oferece um mapa da turma e permite identificar quais são os alunos que precisam de uma orientação maior. O plano de trabalho precisa ser definido para atender às necessidades desses estudantes, e muitas vezes torna-se necessário fazer uma intervenção pedagógica. O docente também não pode deixar de lado aqueles que têm mais facilidade, contemplando a todos em seu planejamento.

E vocês, como realizam as avaliações diagnósticas?

Abraços,

Eduarda