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Conflitos na equipe: como unir os professores e melhorar o clima

POR:
Muriele Massucato, Eduarda Diniz Mayrink

O coordenador pedagógico precisa trabalhar para garantir uma relação harmônica entre toda a comunidade escolar. Foto: Manuela Novais

Para exercer seu papel, o coordenador pedagógico precisa contar com a confiança da equipe e garantir uma relação harmônica entre professores, alunos, famílias e todos os que formam a comunidade escolar.

Mas a realidade mostra que, no cotidiano, essa relação nem sempre é fácil. Muitas vezes, o coordenador precisa lidar com incompreensões, conflitos e até brigas! O choque de ideias, as divergências profissionais e até políticas, a dificuldade de adaptação a mudanças, a diversidade de temperamentos… Todas essas variáveis têm impacto direto nas relações interpessoais. Em meio a elas e ao estresse do dia-a-dia, os desentendimentos são inevitáveis.

É por isso que o coordenador, além de suas atribuições pedagógicas, precisa assumir o papel de mediador de conflitos. É uma posição delicada, mas necessária. Já percebi que, dependendo da forma como agimos, os conflitos podem aumentar, fugir do controle e originar uma bola de neve. Nessas horas, é preciso ter flexibilidade, transparência, paciência e uma boa capacidade de comunicação.

Existem algumas situações críticas que são comuns na rotina de uma escola. Abaixo, cito algumas delas e explico, com base em minha experiência, algumas soluções:

Resistência à formação continuada: Professores que não gostam de participar de atividades formativas, ou nunca têm tempo para ler e estudar, criam dificuldade e acabam atrapalhando as propostas de trabalho. Devemos, antes de tudo, compreender a natureza da insatisfação desse profissional e procurar conquistá-lo. Conquistar significa aproximar a relação, planejar a atividade junto com o professor, auxiliá-lo com materiais e incentivar a participação nas reuniões.

Relações interpessoais: Conflitos entre membros da equipe, fofocas, ausência de espírito de grupo e falta de comprometimento com o trabalho são algumas atitudes que geram atrito. Nesses casos, vale convidar o docente para uma conversa individual, em que o coordenador e o docente coloquem a situação às claras, sempre preservando a imagem das pessoas envolvidas e deixando bem claro que o objetivo é ajudar, e não encontrar culpados. Da parte do gestor, também é importante que as decisões sejam comunicadas com clareza em reuniões individuais ou coletivas, de maneira formal, procurando esclarecer todas as dúvidas, e não deixe de registrar o que foi combinado. Evite tratar assuntos importantes nos corredores. Esses cuidados evitam especulações e mal-entendidos.

Falta de docentes: Professores que faltam ao trabalho sem avisar ou chegam atrasados podem despertar a ira dos colegas, que precisam suprir a ausência. Em outros casos, a sobrecarga se deve ao número insuficiente de profissionais, ocasionando estresse à equipe. Uma maneira de amenizar o problema, além de uma conversa individual com os faltosos, é estabelecer protocolos de ação, como, por exemplo, determinar de antemão o esquema de substituição em caso de emergências e criar mecanismos de apoio ao substituto na seleção das atividades.

E então, como você costuma lidar com situações delicadas como essas? Conte para a gente!

Abraços,

Eduarda