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Estudo mapeia 94 diretrizes para a equidade no ensino integral

Em meio à crise de identidade do Ensino Médio, pesquisa identifica boas práticas de gestão escolar que contribuem para o desenvolvimento de todos os estudantes

por:
LS
Laís Semis

Apesar do Plano Nacional de Educação ter como meta a universalização do atendimento escolar para os jovens de 15 a 17 anos, o Censo Escolar mostra que houve uma redução de 3% no número de estudantes nessa etapa de 2014 para 2015. Depoimentos de alunos e pesquisadores indicam que, além de fatores comuns à evasão, como a necessidade de trocar os estudos pelo trabalho, a gravidez precoce e a repetência, o modelo de Ensino Médio atual não leva em conta as demandas e especificidades da juventude.

As pesquisadoras Ângela Meirelles de Oliveira, doutora pelo programa de História Social da Universidade de São Paulo (USP), e Julia Dietrich, do Centro de Referências em Educação Integral, desenvolveram, então, o estudo “Políticas públicas e gestão escolar para a equidade: desenvolvimento integral no Ensino Médio”, com o objetivo de entender como as escolas públicas lidam com esses fatores e quais práticas curriculares implantadas pelos gestores no ensino integral podem reverter esse quadro. O resultado foi apresentado esta semana no Seminário Internacional Equidade e Educação Integral no Ensino Médio, realizado em São Paulo pela Associação Cidade Escola Aprendiz, em parceria com o Instituto Unibanco.

Apesar do modelo ajudar a superar as desigualdades, a equidade ainda não é alcançada plenamente e que os programas de Educação em tempo integral no Ensino Médio têm atendido mais jovens de perfis socioeconômicos altos. Nesse contexto, a gestão escolar tem papel central na articulação de ações que resultem na melhoria do ensino oferecido e, por isso, o levantamento listou 94 recomendações para a direção (confira a íntegra do estudo aqui).

Embora não haja uma diretriz mais importante do que a outra, entre os pontos de destaque do estudo aparecem a gestão democrática e o respeito à diversidade e à autonomia dos estudantes. A pesquisa relata, ainda, que os estados do Ceará, Pernambuco e São Paulo ampliaram as matrículas em tempo integral incluindo atividades autogestionadas, tempos de estudos mais livres, construção de projetos de vida individuais e aproximação com o mundo do trabalho.

“Buscamos casos que pudessem responder efetivamente os desafios e as grandes temáticas dessa etapa de ensino na modalidade integral. O que a gente percebeu é que apesar da pouca produção acadêmica, há muitas escolas fazendo algo e, em comum, todas elas reafirmam a multidimensionalidade do estudante”, explica Julia. “Reunimos tanto especificidades que uma unidade faz e que é muito particular dela, mas que pode ser disseminado, quanto práticas comuns entre todas”, complementa. No site também é possível conhecer algumas experiências de escolas ao redor do mundo que trabalham no desenvolvimento integral dos estudantes.

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