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Planeje suas tarefas para não ser o “faz tudo” da escola

POR:
Eduarda Diniz Mayrink
Organize suas funções e tenha mais claro quais são suas tarefas Crédito: Shutterstock

Muitas funções são importantes na escola, mas considero a minha, de coordenadora pedagógica, uma das principais. A qualidade do processo de ensino e aprendizagem, fundamental para o sucesso dos alunos, depende da minha atuação.

Para fazer essa função realmente funcionar é preciso rotina, prazo, tempo e planejamento. Percebi que, de vez em quando, acabo virando um “coordenador bombeiro”, aquele que fica o tempo todo resolvendo o que aparece de imediato, apagando incêndios pela escola e atendendo emergências, e que, quando termina o dia, acaba tendo a sensação que não fez nada do que deveria.

Isso acontece quando não planejo minha rotina e minhas ações mensais, ou seja, quando não tenho um cronograma a cumprir. Assim que passei a me organizar, comecei a dividir as ações fixas semanais e aquelas que serão desempenhadas a partir da necessidade do trabalho junto com o professor. Ao fazer isso, meu trabalho mudou e aos poucos fui me adaptando à realidade da escola em que trabalho. Tudo é previsto mensalmente, facilitando o meu trabalho diário.

Na minha rotina de ações fixas estão:

– Planejamentos e supervisão das ações dos professores,

– Atendimento a pais,

– Observação de sala de aula,

– Reunião com a gestão da escola,

– Momentos para estudo pessoal,

– Pesquisas para serem tematizada com os professores,

– Análise dos resultados dos alunos e rendimentos obtidos nas avaliações,

– Organização de pauta e materiais para as reuniões pedagógicas

– Realização de reuniões com a equipe.

Com uma rotina intensa, o tempo todo tento ficar ligada na questão: quais estão sendo minhas contribuições aos professores e alunos?  Respondendo a esta pergunta consigo perceber que ações vão impactar na melhoria e qualidade do trabalho pedagógico em sala de aula e como posso melhorar cada vez mais a prática do professor da minha escola.

Além de conhecer, é importante que eu imponha meu papel, então também preciso compartilhar com toda a equipe escolar que ações serão realizadas por mim no dia a dia. A partir deste momento minha função começa a ser assumida de fato na escola.

Às vezes o excesso de ações e tarefas atribuídas a nós, coordenadores pedagógicos, está entre os motivos que nos impedem de desempenhar bem o nosso papel. O meu dia a dia me leva a fugir da rotina e se eu não tiver claro qual é a minha função, vou passar a ser reconhecida como “faz tudo”, apagadora de incêndios ou aquela que auxilia os professores e cuida de outro monte de coisas.

E vocês coordenadores o que pensam sobre estas reflexões e como desenvolvem o seu papel na escola?

Eduarda