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20 de Abril de 2017 Imprimir
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Iniciando os trabalhos com a Base Nacional Comum Curricular

Por: Eduarda Diniz Mayrink
Foto: Shuttertock

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um dos assuntos mais falados na Educação ultimamente.  O maior objetivo do documento é garantir a equidade, por meio da definição das competências essenciais para a formação do cidadão em cada ano escolar. A terceira versão foi divulgada no último dia 6 de abril e os estados e municípios terão dois anos após a homologação para elaborar os próprios currículos. São os currículos que vão definir como os objetivos de aprendizagem estabelecidos devem chegar aos estudantes nas salas de aula. Dois anos parece muito tempo não é mesmo? Mas, devemos levar em conta que construção curricular não é algo muito fácil assim. Logo, já devemos estudar o documento.

Percebi que, na minha escola, temos tanto professores que estão por dentro do assunto quanto quem está totalmente alheio ao debate. Os mais envolvidos com o tema começaram a levantar dúvidas sobre o que é e como o documento será implementado.  Por isso, como coordenadora, levantei algumas reflexões: O que sabem os docentes da escola sobre isso?  Quais são suas inquietações? O que sei como coordenadora sobre o tema? O que devo fazer? Como orientar os professores? Qual deve ser o meu papel nesse momento?

Em primeiro lugar, senti a necessidade de compreender melhor o que é a BNCC:  um documento que visa nortear o que é ensinado nas salas de aula do nosso país, englobando todas as fases da Educação Básica. Não é currículo, mas sim a ferramenta que visa orientar a elaboração do currículo das redes de ensino, considerando a comunidade e os aspectos regionais e sociais em que cada escola está inserida. A diferença é que a BNCC estabelece os objetivos de aprendizagens que se quer alcançar, por meio da definição de competências e habilidades necessárias, já o currículo determinará o como isso será feito destacando as estratégias pedagógicas mais pertinentes e adequadas para a melhoria da qualidade o ensino aprendizagem.

Dividi minha inquietação com os colegas coordenadores durante nosso encontro quinzenal de março e todos foram colocando seus questionamentos. Ficou muito claro para nosso grupo que precisávamos arregaçar as mangas e começar a estudar a Base entre nós, antes de estudarmos com os professores. Sendo assim, elegemos esse tema como foco do nosso plano de formação desse semestre tanto entre nós quanto com os docentes. Definimos três etapas para que funcione. As duas primeiras serão realizadas ainda neste ano e a terceira em 2018. Saiba quais são:

1ª etapa: Compreender o que é a BNCC, como foi construída e de que é composta.
2ª etapa: Estudar cada etapa (atualmente estão prontas as de Educação Infantil e Ensino Fundamental) e conhecer como está estruturada as áreas e quais são os campos de atuação e objetivos de aprendizagem.
3ª etapa: Organizar os professores por ano de escolaridade e iniciar o processo de construção curricular com base no texto.

Já começamos as primeiras conversas e estamos muito empolgados com o trabalho que temos pela frente. Como estão as conversas sobre a Base na escola de vocês? Conte pra gente nos comentários!

Um bom feriado e até semana que vem,

Eduarda

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