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16 de Janeiro de 2018 Imprimir
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Planejar ajuda a combater dificuldade no aprendizado

Organizar as ações para o novo ano contribuem para aulas diferenciadas e projetos para otimizar o espaço

Por: Marlucia Brandão
Organizar o Plano de Ações da escola é tarefa que vai ajudar a focar no que importa: o aprendizado do aluno
Conversar com professores sobre o Plano de Ações logo no início do ano
vai ajudar a focar no que é mais importante: o aluno   Imagem: Getty Images

Nós que fazemos parte do contexto escolar sabemos que o ano é novo, mas alguns problemas continuam os mesmos. Infelizmente, o mal que assola o chão da sala de aula é comum a todas as escolas: a dificuldade de aprendizagem de nossos alunos, os problemas de escrita e leitura, entre outros.

É aí que entra o planejamento, que acredito ser o primeiro passo para organizar bem as ações do ano letivo. Essa organização deve envolver todo o corpo docente, de forma que os professores, coordenador e diretor construam e se vejam no processo, contribuindo com aulas diferenciadas e diversificadas, e com projetos que possam otimizar ainda mais o espaço escolar e a rotina das aulas.

Nas escolas da Rede Municipal de Marataízes (ES), nós preparamos o Plano de Ação anual, ou seja, nos reunimos nos primeiros dias de retorno à escola e de forma coletiva e participativa organizamos essa proposta.

O importante é sentar com os professores de cada turno, elencar os principais problemas, dificuldades e prioridades das turmas e do turno e a partir daí, de forma coletiva e bem dialogada, traçar um plano coeso, dinâmico, flexível e prazeroso tanto para o aluno quanto para o professor.

No turno matutino da EMEIEF “Boa Vista do Sul”, ofertamos a Educação Infantil e o Fundamental I, dessa forma precisamos traçar um Plano de Ações que atenda às duas modalidades de ensino de forma a não dividir o turno em duas escolas, mas também respeitando as particularidades de cada modalidade.

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Educação Infantil

1. Preparar dinâmicas de acolhimento para os alunos de 4 anos, que nunca frequentaram uma creche, para que se sintam seguros, bem como os seus responsáveis, que também ficam receosos ao deixarem seus filhos aos cuidados da escola;

2. Pensar atividades criativas para o Pré I e II, para que o aspecto lúdico possa ser trabalhado e, assim, despertar a aprendizagem de forma natural e envolvente;

3. Organizar atividades de Educação Física e Arte que trabalhem o socioemocional, a criatividade, o coletivo e a coordenação motora e sensorial;

4. Criar possibilidades e rotinas que façam os alunos amadurecerem de forma gradual, respeitando o tempo de cada um.

 

Ensino Fundamental I

 

1. Aulas com atividades criativas que façam acontecer o letramento nas séries iniciais e deem continuidade nas séries finais;

2. Projetos de leitura e escrita que dinamizem as duas práticas e garantam uma aprendizagem prazerosa;

3. Aulas e projetos multidisciplinares que despertem e trabalhem a oralidade, a criatividade e a autonomia;

4. Aulas de matemática que trabalhem o concreto e o raciocínio lógico, despertando o gosto pela disciplina;

Projeto dos alunos da EMEIEF Boa Vista do Sul, em Marataízes-ES, que envolveu toda a comunidade
Alunos do EMEIEF Boa Vista do Sul, em Marataízes, no Espírito Santo, participam de projeto
de coleta de lixo que envolveu toda a comunidade  Foto: Marlucia Brandão/Arquivo pessoal  

Ensino fundamental II

 

1. Trabalhos e projetos multidisciplinares que despertem o protagonismo juvenil, agregando saberes, respeitando a cultura local e individual do aluno;

2. Envolver as novas tecnologias na realização dos projetos e aulas (uso do celular, notebook, câmera fotográfica etc);

3. Organizar aulas de campo (visitas a museus, outras escolas e universidades, teatro, cinema, assembleia legislativa, fórum, prefeitura etc.) que contribuam para o aprendizado do aluno e ampliem seus horizontes e agreguem conhecimentos;

4. Culminâncias de projetos que envolvam toda a comunidade, como festas locais (nossa escola pertence a uma colônia de pescadores e a outra renda é a agricultura, então fazemos a Festa da Roça, da qual todos participam) e programas de música.

 

Além disso, toda escola deve se fortalecer e se organizar para que todos estejam envolvidos e empenhados no processo de execução do Plano. Após cada ação ou ao final de cada trimestre, deve-se avaliar o caminho percorrido, revendo possíveis falhas e fazendo as adequações necessárias, pois um plano traçado pode precisar de novos elementos para se atingir os objetivos propostos.

Desejo um começo de ano tranquilo e consistente a todos vocês, que acreditam nessa escola organizada e pensante!

 

Um forte abraço!

Marlucia Brandão é diretora da EMEIEF Boa Vista do Sul, em Marataízes-ES, desde 2016, e professora de Língua Portuguesa, com especialização em Linguística Aplicada ao Português, Psicopedagogia Institucional e Ciências da Educação. Deu aulas em todas as etapas, da alfabetização à Educação de Jovens e Adultos (EJA). Também foi Secretária de Educação de Marataízes entre 2011 e 2012.

Alunos da EMEIEF Boa Vista, em Marataízes (ES), visitam a Assembleia Legislativa
do Espírito Santo  Foto: Marlucia Brandão/Arquivo pessoal

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