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Cinco perguntas sobre a Copa do Mundo

Saiba com o que diretores e coordenadores devem se preocupar ao levar o tema para dentro da escola

por:
RP
Raissa Pascoal

A Copa do Mundo começa no dia 12 de junho e o país inteiro está falando sobre esse assunto. Em casa, no trabalho e nas ruas, é comum escutar conversas sobre as nações que participarão do campeonato, os jogadores que reforçarão as seleções e as mudanças sociais e econômicas que o megaevento está gerando.

Diante de algo tão presente em nossa sociedade, será que a escola pode aproveitar o contexto para construir situações didáticas significativas? Muitos diretores e coordenadores estão refletindo sobre isso. Abaixo, selecionamos cinco dúvidas dos gestores e buscamos especialistas para respondê-las. Confira.

É possível deixar a Copa do Mundo fora da escola?
Não. Esse é um acontecimento de proporção internacional e, neste ano, está ainda mais próximo dos brasileiros por ser realizado no Brasil. As crianças e os adolescentes, expostos às notícias sobre o campeonato o tempo todo, comentam sobre os times e os jogos. Por isso, é muito difícil a escola desconsiderar o assunto completamente. Mas é importante refletir sobre a maneira como o tema será abordado. Em alguns locais, pode fazer sentido apenas tratar de maneira informal. E em outros ele pode ser articulado aos conteúdos. “O maior problema é forçar a barra e transformar a escola durante o evento, enchendo o espaço de bandeirinhas, por exemplo. A instituição deve continuar tratando dos seus objetivos de ensino e se manter dentro do currículo”, diz Débora Rana, formadora do Instituto Avisa Lá e coordenadora pedagógica da Escola Projeto Vida, em São Paulo.


O assunto precisa ser trabalhado o ano inteiro?
Não. A Copa do Mundo é um evento restrito a um período de tempo. Por isso, deve ser tratada como atividade ocasional. “Esse assunto tem começo, meio e fim neste semestre. Depois das férias, se o Brasil ganhou ou perdeu, o tema já se desgastou”, diz Dayse Gonçalves, selecionadora do Prêmio Victor Civita Educador Nota 10 e orientadora pedagógica de Educação Infantil da escola Carlitos, em São Paulo.

Que cuidados o diretor deve tomar?
Antes de tudo, ele deve garantir que a escola não pare por causa do evento. Segundo Maura Barbosa, consultora de GESTÃO ESCOLAR, é papel dele cuidar que todos os dias letivos previstos por lei aconteçam normalmente. “O diretor não deve fazer da Copa do Mundo um evento na escola e paralisar o cotidiano da instituição”, diz. Apesar de não deixar que o campeonato domine a escola, o gestor também não pode ignorá-lo. Ele pode conversar com a equipe gestora e com os docente sobre o que pretendem fazer e por quê. “Junto com o coordenador e com os professores, o diretor pode elaborar, por exemplo, murais de informação com curiosidades sobre os jogadores que as crianças mais conhecem, quais são as capitais que sediarão os jogos, quais são os países que participarão, etc.”, diz Maura.

Quais devem ser as principais preocupações do coordenador pedagógico?
Ele precisa ajudar os professores a planejar atividades que contribuam com o processo de aprendizagem. “O coordenador deve perguntar para os docentes se eles pretendem levar essa temática para a sala de aula e como. Talvez alguns professores nem pensem em tocar no assunto e outros abordem de maneira informal”, diz Dayse. O papel do coordenador, portanto, é discutir a intencionalidade das ações propostas em sala. “O planejamento precisa ser feito para garantir que as atividades tenham sentido, se relacionem com os conteúdos curriculares e colaborem para que os alunos ampliem seus conhecimentos”, acrescenta Maura.

De que forma a temática Copa do Mundo pode entrar na sala de aula?
Essa resposta depende da faixa etária dos alunos e dos conteúdos que estão previstos no planejamento de cada turma. “O maior desafio é incluir o assunto no currículo e descobrir de que maneira essa temática se relaciona às diferentes disciplinas”, lembra Dayse. Se um professor estiver trabalhando o gênero notícia, por exemplo, pode desenvolver um projeto de leitura que convide os alunos a acompanhar os acontecimentos ligados ao campeonato. A edição de fevereiro de NOVA ESCOLA apresenta sugestões de sequências didáticas ligadas ao tema para todas as disciplinas.

 

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