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24 de Outubro de 2018
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Quais as principais tarefas do diretor no final do ano letivo?

Gestores devem conciliar a parte administrativa com a avaliação das atividades pedagógicas desenvolvidas ao longo do ano

Por: Larissa Teixeira
Foto: Getty Images

Final de ano é o momento de repensar o que fizemos e traçar novos planos. E isso não é diferente nas escolas: com a aproximação do fim das aulas, o diretor precisa se organizar para conciliar as tarefas burocráticas com a avaliação do trabalho pedagógico desenvolvido durante o ano. Neste momento, é muito importante que toda a comunidade escolar seja ouvida, participe das discussões e traga sugestões de melhorias.

Para Priscila Arce, diretora da EMEF Sebastião Francisco O Negro, em São Paulo (SP), o encerramento do ano é fundamental para não comprometer a qualidade do trabalho. “Conseguimos avançar na proposta pedagógica da escola quando construímos um momento de diálogo no final do ano, identificando os problemas e os pontos positivos. Fazer esse mapa pode auxiliar a equipe gestora a planejar as ações no início do ano seguinte”, aponta.

Com tantas atribuições, é preciso que o gestor identifique quais são as prioridades nestes últimos meses. Leia, abaixo, o que não pode ficar de fora do planejamento neste período:

Avaliação das atividades do ano
O último mês é o momento de encerrar os projetos desenvolvidos ao longo do ano, e também a época ideal para que a comunidade escolar faça uma avaliação sobre as atividades que foram realizadas. Por isso, o diretor deve organizar reuniões com alunos, docentes e funcionários para entender o que deu certo e o que precisa ser melhorado.

Muitas escolas utilizam questionários para colher ideias e sugestões, o que ajudará a equipe gestora no planejamento do ano seguinte. Na EMEF Sebastião Francisco O Negro, são realizadas duas avaliações: uma institucional da rede de ensino, e outra interna, que envolve tanto aspectos pedagógicos quanto de infraestrutura. “É muito importante que o diretor formalize esses instrumentos e escute todos os envolvidos. Com isso, tentamos ampliar os pontos positivos e atuar nas fragilidades”, afirma a diretora Priscila.

Documentação pedagógica
Com os dados obtidos nas avaliações internas e externas, é possível montar uma documentação pedagógica sobre a evolução individual dos alunos, das turmas, de cada ano e da escola como um todo. Esses documentos servirão de base para que a equipe planeje os próximos passos.

Flôr Guacira Alves da Silva Cruz, diretora da Escola Estadual Engenheiro Orlando Drumond Murgel, em Presidente Epitácio (SP), conta que reúne as informações coletadas com toda a equipe para verificar se houve melhorias na aprendizagem e identificar quais aspectos precisam de mais atenção. “Realizamos as avaliações todo final de bimestre e, no início do ano, montamos um plano de ação com base nos dados e gráficos do ano anterior”, explica.

Conselho de classe e discussão do PPP
Além de avaliar as atividades que foram propostas, o final do ano também pode servir para repensar o Projeto Político Pedagógico da instituição. Na Escola Municipal Dona Rita Martins, em Rio Piracicaba (MG), a diretora Solange Maria Martins dos Santos realiza a reformulação do projeto com participação de toda a comunidade. “A escola é um espaço vivo e, por isso, o PPP deve ser flexível. No final do ano letivo, refletimos sobre o que não está funcionando e que aspectos podemos melhorar”, conta.

Também é um bom período para realizar o conselho de classe, em que todos os envolvidos poderão opinar sobre os caminhos da escola e propor ações que favoreçam a aprendizagem dos alunos.

Encontro com as famílias
A última reunião de pais do ano é fundamental para compartilhar os resultados de cada aluno e incentivar a participação das famílias no dia a dia da escola. Neste momento, a equipe gestora deve fazer um resumo do que foi realizado durante o ano e dar espaço para as sugestões e críticas dos responsáveis.

Em algumas escolas, são promovidos eventos de fim de ano para mostrar aos familiares o que foi desenvolvido e envolvê-los na proposta pedagógica da instituição. “Precisamos mostrar que a escola está aberta para toda a comunidade e que os pais têm o dever de participar da educação dos filhos”, destaca a diretora Solange.

Organização das finanças e manutenção do espaço
Ao mesmo tempo em que se preocupa com a evolução do processo de ensino e aprendizagem, o gestor deve se atentar às finanças da instituição. No caso das escolas públicas, é preciso realizar a prestação de contas de todos os recursos utilizados durante o ano e identificar onde devem ser aplicadas as verbas restantes. “Decido junto com a equipe o que é prioridade e o que a escola está precisando”, conta Solange.

Outra tarefa importante neste período é definir quais as principais demandas da instituição para o ano seguinte, como a aquisição de materiais e pequenos reparos e reformas. Além disso, é fundamental realizar a limpeza de todas as áreas e organizar as salas e espaços. Afinal, deixar a casa pronta para o ano que se inicia garante uma volta às aulas com tranquilidade.

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